Publicado por: David Bemfica | 10/09/2008

GRANDE COLISOR DE HÁDRONS (LHC) – O CERNE DA QUESTÃO

Começou nessa quarta-feira a operação do que tem sido apregoado como a maior máquina (científica) já construída pelo homem: o LHC (Large Hadron Collider), ou Grande Colisor de Hádrons, no CERN (European Organization for Nuclear Research), ou Organização Européia para Pesquisa Nuclear.

LHC – a Humanidade entregue à sorte de hipóteses científicas

Como ninguém ainda levantou a bola da questão fundamental para essa experiência, lá vai, a palavra é: IMPOTÊNCIA.

O que se diz é que como resultado, se tudo correr bem, pois temos que lembrar que uma experiência científica prática é baseada em hipóteses teóricas, simplesmente, com 50% de possibilidade de dar certo e 50% de dar errado, haverá a possibilidade de descobrir o que eles chamam de ‘Partícula de Deus’, ou ‘Bóson’ nomeada pelo cientista Peter Higgs. Legal. (Engraçado, a ‘partícula de Deus’ tem o nome do seu descobridor…)

Diz-se que com o sucesso do LHC, Deus nos ajude, será possível descobrir mais sobre outras dimensões, aprofundar os conhecimentos da física quântica, chegar ao ponto culminante do BIG BANG, que também não deixa de ser apenas uma hipótese teórica. Bacana. Que ele custou 3 bilhões de Euros. Que custasse 1 trilhão de lingotes de ouro…entre outras tantas descobertas de fato relevantes para o progresso da ciência e para nossa percepção do mundo tridimensional.

Mas, se o Grande Colisor de Hádrons tornar-se uma grande furada científica (50% de possibilidade), diz-se que a humanidade, quiçá essa galáxia, poderá desaparecer engolida por um buraco negro. Criado pelo LHC.

Na Índia, uma menina se suicidou com medo do fim do mundo, por causa do LHC.

Aí está a impotência. Como pode um experimento tão vital e importante para cada átomo residente nesse canto do universo ocorrer sem, no mínimo, um PLEBISCITO MUNDIAL?

Quem autorizou os cientistas (espera-se que com um mínimo de ateus possível no corpo diretivo do LHC, pois todo ateu é, por extensão, um idiota), do CERN, e tantos pelo mundo, a correr esse risco? Quem me perguntou se eu quero ver para crer?  Quem te pediu para colocar o LHC para funcionar lá na fronteira da França com a Suiça? Afinal de contas, o fato de alguém se dizer cientista não significa isenção de responsabilidades básicas com a Humanidade. Quem vai reparar a morte da indianazinha que se matou de medo?

Assim como a eleição do Presidente dos Estados Unidos (que diz respeito diretamente ao andamento do mundo) uma experiência única, importantíssima e de risco incalculável como a do colisor deveria ser precedida de anos de pesquisas, consultas, plebiscitos com todos aqueles que podem ser atingidos pelo sucesso ou insucesso de hipóteses científicas postas em prática. Ou seja, todo o globo. E se tivéssemos a certeza da existência e consequentes relações diplomáticas com seres de planetas vizinhos, eles também deveriam ser consultados. É sério.

A questão das células-tronco, por exemplo, são ‘fichinha’, brincadeira de criança, em comparação, aprovada ou não pelos governos de cada país, com suas respectivas legislações. Mas o LHC não. Ele está fora do alcance de qualquer poder político, jurídico ou militar de qualquer Nação. E está mesmo? parece que sim.

Até Rap do Colisor

se fez para a divulgação desse acontecimento. Muito engraçadinho, didático, legal. Mas não tem graça nenhuma. Eu quero saber de novo: quem me perguntou se eu, como Homem nesse planeta, aprovo uma experiência que, se frustrada, pode eliminar tudo, simplesmente tudo? se der errado será que os cientistas vão ter tempo de dizer  ‘foi mal’ (?) …


Responses

  1. Prezada espécie ameaçada de extinção,

    acredito que os brasileiros já deveriam ter feito uma marchinha de carnaval para o grande colisor. É um ritmo amigável, que poderia nos distrair até o momento derradeiro.

    Representando os ideais culturais do meu país, tomei a liberdade de compor um esboço do que pode ser o próximo hino do fim do mundo.

    Está no seguinte endereço:
    http://queridobunker.wordpress.com/

    Peço sua contribuição para melhorar essa letra.
    Seja rápido, que nunca se sabe.

    um abraço cheio de suingue,
    márcio

  2. bom nao discordo dae sua palavras pois se ha um risco de afetar a humanidade sem duvidas ela deve ser sim contaquitada a atravéz de plebicitos, mas ca entre nós “nao sou ateu” vivo a minha vida em torno da biblia… a alguem que pode impedir o juiso de DEUS nao mas temos como certeza que ele pode ser adiado, entao mesmo que ainda tivesse um plebicito pelo qual DEUS podesse interferir isso seria somente um adiamento, pois estamos certos qeu daqui a 100 anos nem eu e nem vc que votariamos contra estaria-mos vivos, eu na verdade amo a ciencia e gostaria de ser um daqueles cientistas, porem como ja estou ciente do juizo, e da nova terra vou achei melhor deixar pra dar inicio -la( é serio ) pois sabemos q2ue a nova terra teremos tudo isso e mais um tempo indeterminado menos a maldade, e acredite la naquela base cientifica tem muito cristao que estao de pertinho contemplando as grandezas de nosso DEUS…

  3. Você é um panaca!!! Essa história de destruição do mundo é estupidez. Todo crente em deus é um estúpido e um fanático que crê em coisas que não vê. Vai com tuas idéias estúpidas praquele lugar. E vê se estuda algo diferente daquela farsa que vocês chamam bíblia. Crente bobalhão!!!!

  4. podéra ser o ínicio do apocalipse………

  5. Existe um erro fundamental no seu argumento: “pois temos que lembrar que uma experiência científica prática é baseada em hipóteses teóricas, simplesmente, com 50% de possibilidade de dar certo e 50% de dar errado” — Nem todas as hipóteses científicas possuem tal quantificação para a sua veracidade.
    A evolução, por exemplo, é baseada em centenas de milhares de evidências que indicam sua veracidade.
    O experimento em questão, é baseado em um modelo matemático com base nas leis naturais observáveis.
    Certamente são hipóteses mais fortes do que um simples cara-ou-coroa.
    Quanto ao suicídio da menina da Índia, não culpe os cientistas, culpe os políticos e os religiosos do mundo que se sustentam pela ignorância das pessoas.
    Mesmo que fosse o caso do mundo estar sob 50% de risco de desaparecer imediatamente, cometer suicídio é elevar este risco a 100% de certeza, não é mesmo?
    Por fim, obrigado por me chamar de “idiota por extensão”.
    Se você não consegue viver confortavelmente com a finitude da vida humana e se a natureza não lhe é maravilhosa o suficiente (o que te torna um idiota e inculto por extensão), não precisa taxar aqueles que valorizam toda a vida na terra simplesmente pelo o que ela é e se maravilham o suficiente com o modo pelo qual a natureza se apresenta (este mero “mundo tridimensional”) como idiotas.

  6. Ah, e desculpe por responder em duas mensagens, mas li os comentários acima e me lembrei de outra coisa que eu – um idiota por extensão segundo a sua concepção – considero importante…
    Não penso que você seja um cristão, pois a tua visão nos 3 posts que li neste blog não se parece com os argumentos típicos de um cristão. E não concordo com esse lance de ficar usando palavras como idiota e etc para taxar as pessoas quanto aos seus modos de compreender a vida.
    Enfim, seja qual for a sua religião, ou crença, ou espiritualidade, te convido a compará-la com a compreensão científica do mundo. Você verá que não há como conciliar as duas em um mesmo raciocínio.
    Mas então você pode me dizer que, por um motivo qualquer, você não aprecia o saber científico e não se importa em acreditar em coisas não observáveis e que desafiam a lógica. Tudo bem, é a sua opção.
    Contudo, não há como negar as atrocidades que foram e continuam sendo realizadas, no mundo ao longo da história, em nome da religião. Se você reparar bem, elas continuam sendo as mesmas desde que o homem é homem. “Eu mato você pois você acredita em uma entidade invisível superior diferente da que eu acredito.”
    Atrocidades também foram cometidas em nome da ciência – incluindo experimentação humana – e continuam sendo cometidas – como a experimentação animal. Mas tens de convir que pelo menos existe uma discussão, e uma preocupação legítima, mesmo no seio da comunidade científica, em relação a estas questões e que, com o passar dos anos, a situação está melhorando por meio da discussão franca calcada em uma busca por uma ética.
    A diferença que quero apontar é que a ciência não é feita de dogmas, mas de paradigmas que podem e tendem a ser superados. É um processo contínuo de construção.
    A religião, a crença, é estática. Hoje em dia muitos pregadores tentam adaptar os argumentos de suas religiões para a realidade, mas mesmo eles sabem que o fazem simplesmente pela falta de lógica daquilo no qual acreditam.
    Que diferença há se existe uma entidade sobrenatural dotada de vaidades ocidentais (o Deus dos cristãos do ocidente) ou de vaidades orientais (o Deus islâmico ou qualquer outro)… Ou se não há um deus, apenas uma consciência para a qual todos terão e evoluir e se juntar um dia?
    No final das contas, nada disso faz sentido e nem ao menos é necessário para explicar coisa alguma. Pelo contrário, só serve para desvirtuar a busca por uma compreensão e a busca por soluções.
    Então é isso… Peço desculpas por te chamar de idiota, é errado agir de uma forma que condeno e logicamente um erro não justifica outro erro.
    Mas também peço para que tenhas a mente mais aberta para a ciência. Desconfie, sim, quando interesses econômicos e políticos (e convenhamos, todo interesse político possui uma base econômica) estiverem envolvidos. Mas tenha certeza de que existe a ciência pela ciência, pelo saber, pela busca de uma “iluminação” na esfera relacional humana – de humanos para com humanos, de humanos para com as demais espécies e de humanos para com o mundo natural.

  7. Prezado David
    A ignorância é a mãe da incompreensão e da estupidez! Independente de crenças. religiões ou seja lá o que for, tudo que falamos deve ser analisado criticamente para não incorrermos em erros idiotas. Leia e pense um pouco mais sobre o assunto!

  8. é td uma mentira!!!


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