Publicado por: David Bemfica | 16/06/2008

BRASÍLIA – CIDADE CICLOVIA DE TRÂNSITO CAÓTICO

Bras�lia paradoxal

O insólito trânsito de Brasília

A capital federal fundada pelo Presidente Juscelino Kubistchek há 40 anos poderia muito bem ser chamada de ‘cidade parque’, ou ‘cidade campi’, de campus universitário. Pois sua ampla e retilínea geografia de ‘planalto central’, delineada pelo desenho urbanístico de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, ou o que resta dele, de diluição física, é um convite à vida saudável em cima de bicicletas.

Teoricamente Brasília É uma ciclovia, pelo menos um convite às ciclovias, com avenidas largas e asfalto de qualidade acima da média. Sem descidas ou subidas desanimadoras. Como Belo Horizonte, por exemplo.

Mas é a cidade do funcionalismo público. Onde a maioria pode ter carro. E é onde o pedestre não tem vez.

Com isso o que se vê é uma imagem insólita de um trânsito caótico em uma metrópole altamente propícia e viável à vida saudável. Sem dúvida a capital mais propensa ao uso politicamente correto de bicicletas como transporte limpo, econômico, verde, ecológico, sustentável, saudável. Mas não. É a cidade do funcionalismo público. Onde a maioria pode ter carro. E é onde o pedestre não tem vez.

Um holandês em Amsterdã, num dos países mais civilizados do mundo, provavelmente pode ter o carro que pretender; bmw, mercedes-benz, audi…à sua escolha, mas como por lá ter um carro não é sinônimo de status social, talvez há décadas, ele, o holandês, prefira o uso inteligente de uma bicicleta. Claro, incentivado pelo governo. Mas em Brasília é diferente, é a cidade brasileira do funcionalismo público. E assim, a maioria pode ter carro. E o pedestre, não tem vez.

Resultado: a paradoxal Brasília vive o drama de ter uma frota com mais de um milhão de automóveis (desde maio passado, segundo o Detran-DF) em ruas que poderiam estar repletas de funcionários públicos circulando de ‘bike’, dando o exemplo para o resto do país. Mas para quê, afinal? lá eles podem ter o carro que desejar.

Em São Paulo, a Vereadora Soninha Francine, agora candidata do PPS à Prefeitura, talvez possa ter o carro que quiser, mas é ciclista.


Responses

  1. Eu também gosto de andar de bicicleta, mas não sonho em ir para o trabalho todo os dias de bicicleta por causa do calor.

    Boa parte dos servidores público de Brasília vai para o trabalho de carro para ter maior mobilidade, pois na hora do almoço vai a restaurantes ou pega filho nas escolas e leva para casa, além de realizar outros serviços.

    O fato de Brasília ser uma cidade plana, no sentido Norte Sul e pouco inclinada no sentiodo Leste Oeste, não significa que favorece o ciclismo como modo de transporte, por que o clima não contribui.

    A mobilidade de Brasília deve ser resolvida com transporte público para todos e em toda parte, e não apenas para transportar a população de baixa renda que mora nas satélites.

    Se o trãnsito de Brasília se tornar mais democrático, haverá espaço para todas as modalidades. A topografia do Plano Piloto e demais cidades favorece o trânsito a pé também.

  2. Brasília precisa de ciclovias. Por exemplo, nesse eixo monumento, no Sudoeste e etc… Seria bom desafogar o trânsito. No entanto, acontece uma coisa, as pessoas parecem n querer investimentos da iniciativa privada. Uma excelente dica e alternativa, seria apoiar a construção da quadra 500 no Sudoeste. Além de revitalização de parques e etc. O DF receberia ciclovias. POrtanto, eu apoio e espero que possam apoior tb. Abs


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