Publicado por: David Bemfica | 06/04/2008

ECOLOGIA INDUSTRIAL

espiral evolutiva

O jornal francês Le Monde publica nesse domingo texto traduzido, pelo UOL mídia global, de Frédéric Joignot.

Ao sabermos do conceito de E.I. que parece existir desde início dos anos 1990, somos levados a perguntar: porque o mundo ainda está tão atrasado em relação a uma atuação industrial e política tão harmoniosa e menos danosa ao meio ambiente em geral? está tudo aí; o conhecimento, o caos, a iminência das catástrofes, as verbas, a tecnologia, a ciência, a crescente vontade política da nova geração.

Brasil, consciência Brasil.

TEXTO

“Ecologia industrial: a natureza como molde

‘A natureza cria cadeias alimentares, recicla seus dejetos, equilibra os ecossistemas. E se nossas cidades e nossas indústrias se inspirassem nesses princípios?’

Frédéric Joignot

O medo é mau conselheiro. A indústria não tem a intenção de destruir o meio ambiente. Precisamos sair desse impasse intelectual. Ecologia e indústria, meio ambiente e economia vão e devem se associar e harmonizar. O grande desafio deste século será a ecologia industrial. Está bem, “ecologia industrial” soa como uma contradição em termos. Mas uma nova maneira de pensar parece justamente impensável no início. A ecologia industrial (EI) é um “novo paradigma”, como dizem seus teóricos – um movimento internacional de idéias, empresários e agentes em campo.

Escutemos um deles, Suren Erkman, autor de “Vers une écologie industrielle” [Para uma ecologia industrial], ed. Mayer, 2004. Estamos em Genebra, na sede da Sofies, sua empresa de estudos e projetos tecnológicos e ambientais. Ex-jornalista científico, biólogo por formação, esse suíço de 53 anos formalizou vários conceitos importantes da EI desde o início dos anos 1990, antes de ensinar na Universidade de Tecnologia de Troyes (França) e depois em Lausanne (Suíça).

“A ecologia industrial repousa sobre três idéias fortes. A primeira é imaginar o tecido industrial e urbano como um caso especial de ecossistema, que seria preciso fazer funcionar como tal. De fato, todo conjunto de indústrias faz circular certa quantidade de materiais, de energia, de informação, de dejetos, de gás, de espécies vivas, como todo sistema natural. Podemos analisar seu metabolismo, isto é, os fluxos, os acúmulos, os gastos, as perdas, as degradações, como em um ser vivo. Segunda idéia forte: poderíamos tentar otimizar e fechar esse sistema para que ele recupere ao máximo seus gastos de energia, minimize seus desperdícios, reutilize seus dejetos e reduza seu impacto ambiental, como um ecossistema natural ou uma cadeia alimentar.”

Exemplos concretos? “O tratamento dos dejetos fornece modelos clássicos, mas limitados, de ecologia industrial. Hoje diversas empresas utilizam os detritos das descargas urbanas como nova matéria-prima ou como combustível.”

A terceira idéia forte? “Consiste em implementar tecnologias limpas e simbioses que permitam a reintegração dos produtos e dos materiais no interior das próprias cadeias de reciclagem da biosfera. Afinal, a EI se propõe repensar toda a nossa atividade de produção e de consumo conforme o modelo dos ecossistemas…”

Suren Erkman não é somente um dos teóricos importantes da ecologia industrial. Ele conduziu operações de reciclagem de dejetos têxteis na Índia e contribuiu para a adoção pelo governo de Genebra de uma lei que adota vários princípios da EI. Ele diz coisas perturbadoras.

“Hoje, a política ecológica chega a um impasse. Ao nos concentrarmos na poluição, nos dejetos, no tratamento no fim do processo, não solucionamos nada. A despoluição muitas vezes só faz deslocar a poluição. O tratamento das águas utilizadas produz água limpa, mas também lamas de depuração cheias de metais pesados. Se você a espalhar sobre o solo, o contaminará. A incineração dos dejetos urbanos permite reduzir os volumes, mas polui a atmosfera. É preciso filtrar as fumaças, mas ainda restam as cinzas, as águas de enxágüe. Percebemos que uma ação compartimentalizada, seja a despoluição ou a redução das emissões, só propõe soluções parciais. Ela procede por pequenas melhoras, com tecnologias adaptadas mas limitadas. Em longo prazo esse método reforça o sistema industrial atual”, diz.

Indústria, um sistema primitivo

Vocês devem ter compreendido, os defensores da ecologia industrial afirmam dispor do único quadro conceitual global que permite implementar o “desenvolvimento sustentável”. “Veja a construção”, continua Erkman. “Será preciso imaginar estratégias de despoluição e de reciclagem ao longo de toda a cadeia de construção. Renaturalização das minas de pedra, materiais isolantes, valorização dos dejetos, aquecimento solar, imóveis com terraços. E a mesma estratégia para a indústria automobilística. Deveríamos ter investido há muito tempo na substituição do motor a explosão. Mas preferimos gastar somas colossais para aperfeiçoá-lo. Resultado: torna-se muito difícil renovar a infra-estrutura, enquanto milhões de indianos e de chineses querem comprar carros que ainda vão rodar com petróleo.”

Há milhões de anos os ecossistemas se perpetuam e se renovam. Nós sabemos por quê. Eles utilizam uma energia solar abundante, os processos químicos de decomposição transformam os dejetos em elementos nutritivos e energéticos, o desperdício é muito reduzido e a reciclagem é de regra, as substâncias tóxicas são geradas e utilizadas localmente, a interdependência ecológica dos indivíduos é permanente, a auto-regulação é conveniente. São sistemas estáveis, auto-regulados, resistentes.

Em comparação, o sistema industrial parece primitivo. Ele utiliza matérias-primas limitadas que esgotam rapidamente (água, petróleo, solo, espécies vivas…). Ele produz inúmeros dejetos e rejeitos nocivos, sem prever o efeito estufa. Seus critérios de avaliação, com freqüência em curto prazo, são quantitativos e financeiros. Enfim, sem regulamentação, ele se desenvolve em detrimento da biosfera, da qual depende sua sobrevivência. Conclusão, os sistemas econômico e industrial precisam amadurecer, tornar-se compatíveis com os ecossistemas terrestres.

Como? Suren Erkman diz que “devemos reformar o conjunto das cadeias industriais pelo modelo das cadeias alimentares, prever a recuperação dos dejetos desde a extração das matérias-primas, repensar as tecnologias de produção de energia e de motorização, valorizar nossos dejetos como recursos, fechar os ciclos de matérias, minimizar as emissões, repensar nosso consumo de bens e nossos métodos de governança, prolongar o valor de utilização dos produtos, descarbonizar a energia, desmaterializar e aliviar tudo o que possa sê-lo para evitar a sobrecarga ambiental”.

Antes de Erkman, dois americanos, o físico Robert Frosch, ex vice-presidente de pesquisa na General Motors (hoje em Harvard), e o engenheiro Nicholas Gallopoulos, responsável pela pesquisa de motores também na General Motors, tiraram em setembro de 1989 as mesmas lições em um artigo de referência da “Scientific American”, “Estratégias industriais viáveis”. Depois, o famoso Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, lançou o Journal of Industrial Ecology (1997). Na França, uma cadeira de ecologia industrial foi criada em 2005 na Universidade Tecnológica de Troyes e os agentes de EI se reuniram no fim de março para propor eixos de pesquisa na Agência Nacional de Pesquisa (ANR).

Erkman diz: “Os lemas ecológicos – dejetos zero, emissão zero ou mesmo decrescimento – têm um aspecto pedagógico, mas permanecem abstratos assim que se passa à prática. Os Verdes franceses fariam bem em se inspirar nos Grünen alemães, que agem concretamente em nível local. Não existe uma cidade com emissão zero. Sempre há emissões, dejetos industriais, é a própria vida urbana.”

Já dispomos de modelos eco-eficazes para os parques industriais das grandes cidades. Em Kalundborg, na Dinamarca, sete empresas – entre as quais uma refinaria, um fabricante de placas de gesso e uma central elétrica – se associaram, inicialmente por razões de rentabilidade. Hoje, a central elétrica aquece 4.500 residências da cidade e fornece vapor para a refinaria e o fabricante de placas. Ao reciclar suas emanações de dióxido de enxofre, a refinaria produz por ano 200 mil toneladas de gipsita, entregues ao fabricante de placas, e 20 mil toneladas de tiossulfato de alumínio, um adubo líquido utilizado na agricultura.

As economias de energia realizadas, os ganhos trazidos pela reciclagem são muito significativos. Eis um exemplo virtuoso de simbiose industrial. O crescimento, a urbanização, a industrialização não são um mal em si, como afirmam alguns verdes. Mas é preciso reorganizá-los.

O lago Léman aquece um bairro

Estamos na porta leste da cidade de Genebra, no agradável bairro de Sécheron. Poucas pessoas sabem que uma estação hidráulica subterrânea bombeia água do lago Léman para aquecer e esfriar vários edifícios da região. Um projeto eco-industrial de envergadura. O bombeamento e o esgotamento são feitos sem agredir o ecossistema do famoso lago – e sem sedimentos. Depois, com um débito controlado de 4.900 m3 por hora, as águas alimentam os novos laboratórios da gigante farmacêutica Merck Serono, assim como o bairro residencial Lac-Nations. Essas águas da montanha, recurso barato e renovável, irrigam a climatização do conjunto. A distribuição de águas em baixa temperatura, bombeadas a 30 m de profundidade, permite economizar energia para a produção do frio.

Esse sistema reduz as emanações de CO2 em 4.800 toneladas por ano, economiza 1.500 toneladas de óleo diesel, enquanto a superfície dos espaços climatizados aumentou 60% -ou seja, 220 mil m2. Com esse dispositivo, os ganhos anuais para os laboratórios Merck chegam a 1 milhão de francos suíços (mais de 635 mil euros) e a conta de energia diminui para os habitantes. Enfim, a água bombeada do lago rega os jardins do bairro e alimenta as fontes, o que economiza todo ano a mesma quantidade de água potável.

Esse programa recebeu o prêmio de Gestão Territorial Suíço (Aspan 2005). Complexo, ele só pôde ser realizado com uma concertação de agentes públicos, associativos e privados – sobretudo com estratégia. Em 2001, o cantão de Genebra foi a primeira coletividade pública européia a introduzir a EI no âmbito de sua lei sobre a Agenda 21 (dedicada ao desenvolvimento sustentável). Ele lançou o projeto Ecosite, cujo primeiro trabalho foi traçar a contabilidade física dos fluxos de recursos do ecossistema industrial de Genebra.

Daniel Chambaz, um dos responsáveis pelo meio ambiente do cantão, diz: “A contabilidade financeira em Genebra nós conhecemos. Mas nunca tínhamos realizado a contabilidade exata de nossos recursos e nossos gastos energéticos. Hoje nós sabemos. Genebra depende majoritariamente do exterior para seu abastecimento de energia, isto é, os combustíveis, a eletricidade. Isso poderá ser melhorado. As minas de cascalho do cantão, que abastecem a construção, estarão esgotadas em 20 anos. O que fazer? Quanto aos alimentos, para produzir as 322 mil toneladas de alimentos consumidos todo ano em Genebra, deveríamos dispor de uma superfície agrícola de 2.500 m2 por habitante. Mas ela é de 300 m2! Precisamos importar 85% de nossa alimentação. No final, quando fazemos um balanço físico global, vemos que a cidade enfrenta vários problemas de sustentabilidade.”

O metabolismo de uma cidade

Depois desse estudo de “metabolismo”, o cantão de Genebra confiou à Systèmes Durables, uma agência de aconselhamento em ecologia industrial fundada por Cyril Adoue (um ex-aluno de Erkman na Universidade de Troyes), uma pesquisa para melhorar a situação. Depois de seis meses de enquete junto a 19 empresas privadas e à administração pública, a agência preconizou vários caminhos. Como triturar o concreto dos antigos imóveis durante sua demolição para obter nova brita para construção. Ou transformar em pasta de papel todo o papelão coletado no cantão para aliviar a fatura de madeira, e proceder à renovação da mão-de-obra industrial com a ajuda de um serviço de reinserção de pessoas marginalizadas.

Várias sinergias industriais para reduzir os custos dos materiais e a poluição foram assim abordadas. A troca das águas utilizadas entre indústrias permitiria reduzir o consumo de água potável. Um centro poderia coletar os solventes utilizados pelas indústrias químicas, farmacêuticas ou eletrônicas para regenerá-los, em vez de incinerá-los. A recuperação das madeiras usadas (lascas, caixotes usados) poderia alimentar caldeiras a madeira, fazendo baixar o consumo de óleo. E um produtor agroalimentar que entrega em toda a Suíça com caminhões semicarregados poderia cuidar da distribuição de outros comerciantes – e assim reduzir as emissões de carbono.

Hoje a metade da população mundial está urbanizada. O estudo do metabolismo das cidades revela que elas funcionam como “reatores de fluxo contínuo”. Elas precisam ser abastecidas incessantemente de produtos e de energia, ao mesmo tempo produzindo uma grande quantidade de dejetos. O resultado é que essas cidades mobilizam grandes territórios para extrair recursos e instalar suas descargas, o que multiplica os transportes e as poluições.

Algumas cidades da Europa, como Estocolmo ou Copenhague, querem revalorizar seus centros antigos, concentrar a atividade econômica e agrícola, reduzir as distâncias. Projetos de voltar a cidades compactas, mais fáceis de viver, de criar “ecobairros” e acabar com as periferias anônimas e suas cidades-pombais são desenvolvidos desde os anos 1990. É o “novo urbanismo”, que preconiza o abandono das cidades extensas, feitas para os carros, desprovidas de serviços. Projetos radicais surgiram apoiados nos princípios da ecologia industrial, na Grã-Bretanha, na China ou nos Emirados Árabes Unidos, como os do arquiteto William McDonough.

Nascido no Japão, chocado pela poluição e os cortes de água constantes em Tóquio, ele trabalha hoje em edifícios “eco-eficazes”. Seu princípio: um edifício poderia parecer uma árvore: produzir oxigênio, seqüestrar carbono, destilar água, aquecer-se com energia solar. Ventilação natural, materiais biodegradáveis, espaços verdes, hábitat para as aves e diversas espécies. McDonough já concebeu um edifício para o colégio de Oberlin, em Ohio (EUA), que produz mais energia do que consome. E a fábrica Ford em River Rouge (Michigan) é um verdadeiro símbolo: 4 hectares de telhados plantados isolam a fábrica, filtram as emissões, redirecionam a água da chuva para o rio próximo, atraem os pássaros e economizam na climatização e no aquecimento. McDonough sonha com cidades renaturalizadas, que ofereçam “jardins suspensos” e “hortas urbanas” -“as florestas urbanas do futuro”, ele diz. Um otimista.

A cidade de Lille quer inovar

Estamos na sala erro da prefeitura de Lille para assistir à primeira prestação de contas do estudo de “metabolismo” do triângulo Lille-Hellemmes-Lomme, com 220 mil habitantes, 35 quilômetros quadrados. Em afrescos pop, personagens históricos e heróis de quadrinhos contam a epopéia industrial do norte da França. Danielle Poliautre, a vice-prefeita (sua equipe, a de Martine Aubry, foi reeleita com 66,56% dos votos nas eleições municipais), explica em um aparte: “Em Lille, assinamos a Carta de Aalborg sobre as cidades sustentáveis, abrimos um centro de triagem de dejetos no porto fluvial, somos pioneiros em um programa europeu para a valorização de bairros ecológicos [o programa Involve], desenvolvemos em toda parte economias de energia e de água. Mas isso não basta. É preciso se empenhar nos anéis energéticos para que o território equilibre suas entradas e saídas, valorize ainda mais seus recursos.”

A vice-prefeita trabalha com a Auxilia, uma associação francesa especializada em ecologia industrial, e a empresa Gaz de France. Porque a Gaz de France? Sua diretoria de pesquisa se especializou na análise do “ciclo de vida” e da “pegada ecológica” das atividades econômicas: ela contribui com sua perícia.

A associação Auxilia estudou com eles os “fluxos matérias-energias” da região de Lille e trabalhou em soluções inovadoras. Seu representante, Benoît Duret, engenheiro mecânico, explica o procedimento: “Para começar, precisamos estabelecer a contabilidade física do território, como em Genebra. É preciso ter um método sólido de análise dos fluxos. Nós escolhemos o Eurostat, o organismo de estatísticas europeu. Depois precisamos garantir a cooperação dos agentes locais – empresas, depósitos de dejetos, prefeitura, metrópole, região – para reunir os dados confiáveis e depois interessá-los nas soluções de aperfeiçoamento. Não é fácil convencê-los. Quando falamos em ecologia industrial todo mundo desconfia, tanto os industriais quanto os ecologistas. Eu prefiro o conceito de ecologia territorial, mais apropriado à realidade local. Em Lille, a prefeitura teve um papel vital para agregar as energias. Nos reunimos várias vezes cerca de 40 pessoas em torno de uma mesa. Aqui medimos a importância da alavanca política”.

Círculos virtuosos

Nesse dia, ao redor da grande mesa da prefeitura, a vice-prefeita Danielle Poliautre, incansável, está cercada de dois jovens responsáveis pelo desenvolvimento sustentável, de um barbudo jovial responsável pela Agência de Água de Artois-Picardie, de uma equipe de especialistas da Gaz de France (entre eles duas jovens muito sérias), um delegado da região Nord-Pas-de-Calais, e dois especialistas da Auxilia. Durante a tarde inteira se ouviu falar em “fluxo de recursos” e “impacto ecológico”. O território de Lille foi passado no scanner. Os números falam.

Emissões de gases de efeito estufa, 362 mil toneladas. Energia consumida por ano, 524 mil toneladas, ou seja, 2,4 toneladas por habitante (contra 2,7 toneladas em média na França). De onde vem a energia? 96,3% do exterior: eletricidade, gás natural, combustíveis. De onde vem a energia local? Da valorização dos dejetos, em 3,7%. Os materiais de construção importados são 388 mil toneladas. As extrações locais inutilizadas, 151 mil toneladas. Os dejetos da construção, 101 mil toneladas.

Essa contabilidade ajuda a tomar decisões. Vários caminhos serão examinados. Prolongar as linhas de bonde, desenvolver o “bonde-trem” capaz de utilizar as duas redes, reforçar a frota de ônibus “limpos”, instalar estacionamentos na periferia. A produção local de energia poderia ser reforçada com caldeiras funcionando com biomassa (dejetos, madeiras, têxteis usados).

Outros “círculos virtuosos” são abordados. O estudo da circulação das águas faz surgir a possibilidade de reutilização da areia e dos cascalhos originários das estações de depuração. A recuperação das águas pluviais nos telhados seria uma contribuição interessante. Quanto aos materiais de construção, concreto, cimento, gesso, tijolo, poderiam ser parcialmente recuperados durante as operações de renovação e de demolição dos antigos bairros.

Benoît Duret, da Auxilia, que também trabalha com a região de Lille, conclui: “Uma nova cultura política aparece através desses encontros. A sensibilização para os problemas ecológicos, a inquietação provocada pelo aquecimento fazem que cada um, cidadão, político, industrial, se mostre disposto a escutar o outro, a imaginar todas as soluções concretas para que as coisas melhorem. Em sua cidade, sua região, cooperando. Diante do perigo comum, saímos do cinismo e do cada um por si. A democracia local é reforçada, desenvolvem-se intercâmbios transversais, a boa vontade retorna, cada um escuta sem preconceitos nem desprezo na busca de soluções”. Da ecologia industrial à democracia revigorada, o círculo se fecha.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves


Responses

  1. Como estava procurando um trabalho com estas carcteristicas para mim foi de grande importancia para o emrequecimento dos meus conhecimentos fique muito feliz com o seu trabalho. PARABENS.


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