Publicado por: David Bemfica | 09/03/2008

AMOR, ESPERANÇA E FORÇA PARA INGRID BETTANCOURT

amor e esperança para Ingrid bettancourt

O Amor, a Bondade, a Compaixão, a Caridade não têm fronteiras físicas e muito menos políticas. Mas, infelizmente, a estupidez, a ignorância, a crueldade ainda também não têm barreiras. As FARC, guerrilha terrorista colombiana, está aí para provar o atraso humano que presenciamos em pleno terceiro milênio. Usando vidas por uma causa já nascida morta. Porque toda causa que endurece o coração já nasce morta.

Este é um trecho de uma carta escrita pela ex-candidata à Presidência da Colômbia em outubro de 2007, prisioneira pelas FARC desde fevereiro de 2002 no cativeiro na selva, para sua mãe, Yolanda Pulecio e seus parentes. O relato mostra, entre outras coisas, a monstruosidade do tratamento dispensado aos sequestrados e o poder emotivo de um coração aberto em letras. Também expõe a grande lucidez de Ingrid, apesar do agudo e prolongado sofrimento, ao dizer que “quanto mais fortes somos, mais conseguimos alcançar nossos objetivos, mais as oportunidades se apresentam, maior é o mundo a que aspiramos.”

O texto compõe o livro “Cartas à mãe-direto do inferno”, que também contem cartas de seus filhos, Mélanie e Lorenzo Dellye-Betancourt, para sua mãe. O livro foi publicado pela editora Agir e tem prefácio do escritor franco-húngaro Elie Wiesel, vencedor do prêmio Nobel de literatura de 1952.

Cartas à mãe – direto do inferno
(Ingrid Betancourt, Mélanie e Lorenzo Dellye-Betancourt)

“Selva colombiana,
Quarta-feira, 24 de outubro
8h34

Uma manhã chuvosa, como a minha alma.

Minha querida e adorada mamãe,
Todos os dias acordo agradecendo a Deus por ter você. Todos os dias abro os olhos às 4 horas e me preparo, a fim de estar bem desperta para escutar as mensagens em La Carrilera de las 5. Ouvir sua voz, sentir seu amor, sua ternura, sua confiança, seu compromisso de não me deixar só, é esta a minha esperança cotidiana. Todos os dias peço a Deus para abençoá-la, protegê-la e me permitir um dia poder encontrá-la, tratá-la como uma rainha, junto de mim, porque não suporto a idéia de uma nova separação.

A selva é bastante fechada por aqui, os raios de sol penetram com dificuldade.
Mas é um deserto de afeição, de solidariedade, de ternura, e esta é a razão pela qual sua voz é o cordão umbilical que me ata à vida. Sonho beijá-la tão forte que eu permaneça incrustada em você. Sonho poder lhe dizer “Mamãe, mamita, nunca mais você vai chorar por mim, nem nessa vida nem na outra”. Pedi a Deus para que ele um dia me permita lhe provar tudo que você significa para mim, poder protegê-la e não deixá-la sozinha um segundo. Em meus projetos de vida, se um dia eu recuperar a Liberdade, quero, mamita, que você pense em morar conosco, ou comigo. Chega de mensagens, chega de telefone, chega de distância, não quero que um único metro nos separe, porque
sei que todos podem viver sem mim, menos você. Alimento-me todos os dias da esperança de estarmos juntas, e veremos como Deus nos mostrará o caminho, como nos organizaremos, mas a primeira coisa que quero lhe dizer é que, sem você, eu não teria agüentado até aqui.

Todos os dias você me pergunta como é a minha vida. Sei que Pinchao lhe forneceu muitos detalhes, e o abençôo e lhe agradeço por ter contado tudo a você. Sinto uma grande admiração por Pinchao. O que ele conseguiu é heróico. Um dia, se Deus quiser, vou apertá-lo bem forte nos braços, o que não pude fazer quando ele fugiu do acampamento. Ajude-o como puder. Sobretudo se ele precisar pedir asilo. Diga-lhe que o amo e que rezei a Deus para que ele sobrevivesse à sua façanha. Bom, depois que Pinchao fugiu, nossas condições se deterioraram ainda mais. As regras tornaram-se draconianas, e isso é terrível para mim. Fui separada daqueles com quem me entendia melhor, com quem tinha afinidades e por quem sentia afeição, e colocada num grupo muito difícil, do ponto de vista humano.

Mamita, estou cansada, cansada de sofrer. Fui, ou tentei ser, forte. Esses seis
anos ou quase de cativeiro demonstraram que não sou nem tão resistente, nem tão corajosa, inteligente e forte quanto pensava
. Travei muitas batalhas, tentei a fuga diversas vezes, procurei manter a esperança como mantemos a cabeça fora d’água. Mas hoje, mamita, sinto-me vencida. Eu gostaria de pensar que um dia sairei daqui, mas percebo que o que aconteceu com os deputados, e que me deixou arrasada, pode acontecer comigo a qualquer momento. Acho que seria um alívio para todo mundo.

Sinto que meus filhos levam uma vida em suspenso na expectativa da minha libertação, e o seu sofrimento diário, o de todo mundo, faz com que a morte me pareça uma opção amena. Juntar-me a papai, por quem permaneço de luto: todos os dias, há quatro anos, choro a morte dele. Continuo a acreditar que vou acabar parando de chorar, que agora cicatrizou. Mas a dor volta e se lança sobre mim como um cão desleal, e torno a sentir meu coração se espatifar em mil pedaços. Estou cansada de sofrer, de carregar essa dor comigo todos os dias, de mentir para mim mesma achando que tudo vai terminar e constatar que cada dia equivale ao inferno do dia anterior. Penso nos meus filhos, nos meus três filhos, em Sébastien, em Mela e em Loli. Muita vida se esvaiu por entre nós, como se a terra firme houvesse sido tragada pela distância. Eles são os mesmos e não são mais os mesmos. Cada segundo da minha ausência, em que não posso estar aí dedicada a eles, para tratar suas feridas, aconselhá-los, dar-lhes força, paciência e humildade para enfrentar a vida, todas essas oportunidades perdidas de ser mãe envenenam meus momentos de infinita solidão, é como se me injetassem cianureto nas veias, gota a gota.

Mamita, este é um momento muito duro para mim. De repente eles exigem provas de vida, e eu lhe escrevo com a alma esparramada sobre este papel. Vou mal fisicamente. Parei de comer, perdi o apetite, meus cabelos caem copiosamente. Não tenho vontade de nada. Acho que a única coisa boa é isto: não ter vontade de nada. Pois aqui, nesta selva, a única resposta para tudo é “Não”. O melhor então é não querer nada, para pelo menos ficar livre de desejos. Faz três anos que peço um dicionário enciclopédico para ler alguma coisa, aprender alguma coisa, manter viva a curiosidade intelectual. Continuo a ter esperanças de que, pelo menos por compaixão, eles me arranjem um, mas é melhor não pensar nisso. Aqui, tudo é um milagre. Ouvir sua voz de manhã é um milagre, pois meu rádio está muito velho e danificado. Continue a tentar transmitir, como vem fazendo, no início do programa, pois em seguida há muita interferência e, a partir das 5h20, só consigo presumir o que me diz. E quando houver uma notícia importante (como o casamento de Astrid), repita-a ao longo das mensagens.

Eu só soube do casamento de Astrid e Daniel há dois anos, no Natal. Você certamente o mencionara para mim, porém eu não tinha ouvido!!!

A propósito de rádio, gostaria de lhe pedir, mamita querida, para dizer às crianças que eu gostaria que me enviassem três mensagens semanais, às segundas, quartas e sextas. Diga para elas enviarem duas linhas para o seu e-mail, e você as lerá para mim. Nada de transcendente, só o que lhes vier à cabeça ou o que tiverem vontade de rabiscar, tipo “Mamãe, hoje está um dia lindo, vou almoçar com Maria, amo-a demais, tenho certeza de que vai gostar dela” ou “Estou esgotada, mas hoje aprendi um monte de coisas numa aula que eu adoro, sobre as novas técnicas de cinema”. Não preciso de mais nada, apenas estar em contato com eles. Todos os dias espero com impaciência que você fale deles ou me diga se falou com eles. É o que me dá mais alegria, a única coisa que me interessa realmente, a única informação vital, transcendente, indispensável, o resto não me interessa mais. Eu gostaria que Sébastien me escrevesse também. Quero saber como ele está no trabalho, em sua vida afetiva etc. etc. Concordo 100% que você não mande mais recado de madrugada, aos domingos. Sofro muito com a idéia de que você passa a noite em claro, espera horas, se cansa… Continuo a escutar o programa por solidariedade com os demais, mas ficarei mais tranqüila sabendo-a bem quentinha em sua cama.

Bom, como eu lhe dizia, a vida aqui não é a vida, é um desperdício lúgubre do tempo. Vivo ou sobrevivo numa rede esticada entre duas estacas, coberta com um mosquiteiro e uma lona que serve de teto e me permite pensar que tenho uma casa. Tenho um armariozinho onde ponho minhas coisas, isto é, a mochila com as roupas e a Bíblia, que é meu único luxo. Tudo está sempre pronto para partirmos às pressas. Aqui nada é seu, nada dura, a incerteza e a precariedade são a única constante. A qualquer momento eles podem dar ordens para arrumarmos nossas coisas, e todos são obrigados a dormir no fundo de um buraco qualquer, deitados em qualquer lugar, como animais.

Esses momentos são particularmente difíceis para mim. Minhas mãos ficam úmidas,
meu espírito se anuvia, acabo demorando o dobro do tempo para fazer as coisas. As
caminhadas são um calvário, pois minha bagagem é muito pesada e mal consigo carregá-la
. Às vezes os guerrilheiros pegam alguma coisa para me aliviar do peso, mas deixam “os penicos” comigo, isto é, o que é necessário à nossa toalete e pesa mais.

Tudo é estressante, perco minhas coisas ou eles as confiscam, como o jeans que Mela
me deu de Natal, que eu usava quando eles me raptaram. Nunca mais o vi. A única coisa
que consegui salvar foi o casaco, e isso foi uma bênção, pois as noites são glaciais e eu não tinha mais nada para me proteger do frio. Antes, adorava tomar banho de rio. Como sou a única mulher do grupo, tenho que ir quase toda vestida: short, blusa, botas! Como nossas queridas avós de outros tempos. Antes eu gostava de nadar no rio, mas agora não tenho sequer fôlego para isso. Estou fraca, friorenta, pareço um gato diante da água. Eu, que gostava tanto da água, não me reconheço mais. Costumava fazer duas horas de exercício durante o dia, às vezes três. Tinha inventado um aparelho para mim, uma espécie de banquinho feito com galhos, que apelidei de step, pensando nos exercícios da academia: a idéia era subir e descer, como se fosse um degrau.

Ele tinha a vantagem de ocupar pouco espaço. Porque, às vezes, os acampamentos são tão pequenos que os prisioneiros ficam praticamente uns em cima dos outros. Porém, depois que eles separaram os grupos, não tenho vontade nem energia para fazer o que quer que seja. Faço um pouco de alongamento, pois o estresse me deixa com o pescoço duro, e isso me incomoda muito. Com os exercícios de alongamento, o split e o resto, consigo relaxar um pouco o pescoço. Eis toda a minha atividade, mamita. Ajo de maneira a ficar em silêncio, falo o menos possível, para evitar problemas. A presença de uma mulher em meio a homens que são prisioneiros há oito ou dez anos é um problema.

Escuto a RFI e a BBC, escrevo muito pouco porque os cadernos se acumulam e carregálos
é uma verdadeira tortura: tive que queimar pelo menos quatro. Além disso, durante as inspeções, eles nos confiscam o que mais prezamos. Tiraram de mim uma carta sua que chegara às minhas mãos depois da última prova de vida, em 2003. Os desenhos de Anastasia e Stanis, as fotos de Mela e Loli, o escapulário de papai, um programa de governo em 190 pontos que eu anotara ao longo dos anos, me arrancaram tudo. A cada dia, resta um pouco menos de mim mesma. Pinchao lhe contou os outros detalhes. Tudo é difícil. Esta é a realidade.

É importante que eu dedique estas linhas àqueles que são meu oxigênio, minha vida. Àqueles que me mantêm com a cabeça fora d’água, que não me deixam cair no esquecimento, no nada e no desespero. São vocês, meus filhos, Astrica e seus filhinhos, Fab, Tia Nancy e Juanqui. Aos meus três filhos, Sébastien, Mela e Lili, dê-lhes acima de tudo minha bênção, que ela os acompanhe a cada passo. Todos os dias entrego-me a Deus, Jesus e a Virgem. Recomendo meus filhos a Deus a fim de que a fé os acompanhe sempre e eles nunca se afastem Dele. Diga-lhes que sempre foram uma fonte de alegria durante esse cativeiro tão duro. Aqui, tudo tem duas faces, a alegria mistura-se à dor, a felicidade é triste, o amor tranqüiliza e abre novas feridas; recordar é viver e morrer de novo.

Durante anos não consegui pensar nas crianças, pois a dor com a morte de papai absorvia toda minha capacidade de resistência. Quando pensava nelas, tinha a impressão de sufocar, não conseguia mais respirar. Então eu dizia a mim mesma: “Fab está lá, cuidando de tudo, não posso pensar, não posso pensar.” Com a morte de papai, quase enlouqueci. Preciso falar com Astrica para fazer o luto. Nunca soube como isso aconteceu, quem estava lá, se ele me deixou uma mensagem, uma carta, sua bênção.

Mas o que, ao longo do tempo, aliviou meu tormento foi pensar que ele partiu confiante
em Deus e que um dia irei apertá-lo novamente nos braços. Tenho certeza disso. Mamita, senti-la forte naquele momento foi a minha força. Só ouvi as mensagens quando eles me puseram no grupo de “Lucho” Eladio Pérez, em 22 de agosto de 2003, data do aniversário da filha dele, Carope. Fomos grandes amigos, eles nos separaram em agosto. Porém, durante todo o tempo que passamos juntos, ele foi o meu amparo, meu protetor, meu irmão. Diga a Angela, Sergio, Laura, Marianita e Carope que eu os carrego no coração, como se fossem da minha família. A partir dessa data, passei a escutar as mensagens que você me dirige com incrível tenacidade, você nunca me faltou. Deus a abençoe. Eu lhe dizia que, durante anos, não consegui pensar nas crianças porque sofria terrivelmente por não poder estar com elas. Hoje posso ouvi-las e sentir mais alegria que sofrimento. Procuro-as nas minhas lembranças e me alimento com imagens que guardei na memória, em cada uma de suas idades. A cada aniversário, canto Happy Birthday para elas e peço permissão para fazer um bolo. Antes, eles se mostravam compreensivos e eu podia fazer alguma coisa. Porém, de três anos para cá, quando reitero meu pedido, a resposta é “Não”. Eu não ligo. Se eles chegam com um pão seco ou a rotineira ração de arroz e feijão, imagino que é um bolo e festejo seu aniversário no meu coração. Quero que vocês saibam que 8 de abril, 6 de setembro e 1o de outubro são sagrados para mim. Também celebro o 31 de dezembro, o 18 de julho, o 9 de agosto, o 1o de setembro, e também o 24 de junho e o 31 de outubro, datas dos aniversários de Tia Nancy e de Pacho. Espero não ter me enganado.

À minha Mela, meu sol de primavera, minha princesa da constelação de Cisne, a ela que amo tanto, quero dizer que sou a mãe mais orgulhosa do mundo. Tive muita sorte por Deus me dar esses filhos, e minha Mela é o grande prêmio da minha vida. Quando ela tinha cinco anos, já me desafiava com inteligência e afeição, e desde essa época sinto uma admiração sem limites por ela. Ela é muito sensata e inteligente. E, se eu tivesse que morrer hoje, partiria feliz da vida, agradecendo a Deus pelos meus filhos. Estou contente com seu mestrado em Nova York. É exatamente o que eu lhe teria aconselhado. O cinema é a paixão dela, e concordo 100% com ela. Mas, atenção, é muito importante ela fazer um DOUTORADO. No mundo de hoje, um diploma é necessário até mesmo para respirar. Fazer um doutorado é ter outras aspirações, entrar num outro mundo, mais exigente, mais disciplinado, é conviver com os melhores dentre os melhores. Nunca me cansarei de insistir junto a Lili e Mela para que não abandonem os estudos antes de conseguirem seu Ph.D. Eu gostaria que Mela me prometesse isso, que me prometesse procurar na internet, a partir deste instante, ainda que isso lhe pareça remoto, e consultar os sites de Harvard, Stanford, Yale etc. para ver os doutorados que eles oferecem. No curso que ela quiser, no que a interessar mais, história, filosofia, arqueologia, teologia, que ela procure, sonhe e se entusiasme, e faça disso sua missão pessoal. Sei que ela quer trabalhar; todo mundo fica motivado pela vontade de se lançar ao trabalho, começar a produzir alguma coisa, querer saber quem somos na realidade, e isso deve fazer parte de seus projetos de vida. Quanto mais fortes somos, mais conseguimos alcançar nossos objetivos, mais as oportunidades se apresentam, maior é o mundo a que aspiramos. Minha Mela, você sabe muito bem que tudo isso é vital. Achei formidável você fazer filosofia em vez de ciência política. Achei formidável você ter entrado no italiano e no russo, e, se me derem a oportunidade, se a vida me permitir, tentarei alcançá-la. Sou sua fã no1, faltam-me palavras para lhe dizer como valorizo seu percurso, a lucidez de suas decisões, a maturidade com que você escolheu seu caminho e a maneira como o percorre. Sei que a escola de cinema em que você se matriculou é um must e tiro meu chapéu. Sempre lhe disse que você era a melhor, que é muito melhor que eu, que você é o que eu queria ter sido, mas melhor. Eis por quê, fortalecida pela experiência que acumulei durante a vida e com a perspectiva que, visto a distância, o mundo proporciona, peço, meu amor, que se prepare para atingir o topo.

A meu Lorenzo, meu Loli Pop, meu anjo de luz, meu rei das águas azuis, meu chief musician que canta e me encanta, ao soberano do meu coração, quero dizer que, desde que nasceu até o dia de hoje, ele foi a fonte das minhas alegrias. Tudo que vem dele é um bálsamo para o meu coração, tudo me reconforta, tudo me acalma, tudo me dá prazer e tranqüilidade. É meu filho querido, meu pedacinho de sol. Que vontade de vêlo, beijá-lo, tomá-los nos braços e ouvi-lo! Este ano pude finalmente ouvir sua voz, uma ou duas vezes. Fiquei trêmula de emoção. É o meu Loli, a voz do meu filho, mas há uma voz de homem cobrindo essa voz de criança. Uma voz grossa de homem, rouca, como a de papai. Teria ele herdado também suas mãos, aquelas mãos grandes e bonitas de que sinto tanta falta? Deus me teria dado esse duplo presente? Outro dia, recortei uma foto num jornal que chegou aqui por acaso. É um anúncio de um perfume de Carolina Herrera, 212 Sexy men. Vê-se ali um rapaz, e eu disse comigo: “Meu Lorenzo deve ser assim.”
(páginas 13 a 26)”


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